terça-feira, 23 de abril de 2013


Minha Palavra.

A noite já ia alta quando comecei a compor estes versos em rimas livres. A doçura da mulher amada, a beleza e o perfume das boninas, dos jasmins laranjeiras e das madressilvas, me ajudaram a afeiçoar os poemas aqui contidos.
Versa cada poesia os encantos da noite, misteriosa, mas repleta de enlevo que envolve o poeta nas suas inspirações e nuanças encantadoras.
Matizadas de entretons sentimentais, lírico num chamamento ao Deus dos sentimentos que acordou este vate as composições que levam o coração ao extravasamento dos poemas aqui descritos.
Fernando Pessoa já dizia em uma de suas riquíssimas citações: “todo poeta é um fingido”, acreditamos em parte, pois a pureza dos sentimentos de cada um vem do coração, da alma do espírito em ebulição que contagia toda vastidão da lhaneza de todo um ser que na limpidez dos seus escritos trazem o matizado das cores que embelezam a vida.
E caminham trazendo a cada frase a cada menção um sentido que somente a alma consegue traduzir.
Está no íntimo de cada um de nós que escrevemos versos, rimados, sem rimas sem métrica, a beleza de tudo que envolve a vida, o belo o encantamento livre com o toque mágico da natureza que nos rodeia e que está presente no nosso cotidiano.
 A mulher amada vem a toda prova, a todo instante como um alento criativo e inspirado dos carmes que não morrem.
A terra amada com sua faceira e fascinante paisagem emoldurada no quadro esplendoroso da vida, a natureza exuberante que se completa em todos os recantos da terra da morena brejeira – Iracema, trazendo um turbilhão de um estro, da bafagem que não deixa extravasar ao vento do sentimento puro do poeta. Na polifonia de tudo isso, queremos deixar através de nossas composições, para os porvindouros a singeleza dos nossos poemas vezes tristes, alegres, nostálgicos, puros de uma poesia que a característica é o romantismo.

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