sábado, 4 de junho de 2016

FOLCLORE

O estudo dos elementos que formam hoje o campo do Folclore, por muitos séculos, a denominação de antiguidades populares e, posteriormente, tradições populares. A partir de 1807, adotou-se, também, etnografia, usada por Campe, lexicógrafo alemão, com o sentido de “descrição de povos”. Na Espanha foram propostas do modo que pediam as tradições populares; na Alemanha, volkskunde e volkihre; em Portugal, demótica e etnografia; na Itália, etnografia, demospsicologia, ciência dêmica; na França, antropologia, demopsiquia, tradicionalis, oui-dire.
Portando quando indagamos, apartes e debatemos palestras sobre folclore a uma clientela heterogênea têm demonstrado como se pensa, como se conjectura sobre o assunto.


ELEMENTOS FORMADORES   DO FOLCLORE BRASILEIRO.


Quando se diz que a formação da cultura folclórica brasileira é devida ao Português, ao Negro e ao Índio, a imagem se apresenta como idéia de homogeneidade das três etnias, uma de cada continente.
Os Portugueses passando a cultura européia por serem os nossos descobridores.
O Negro, vindo da África, também instalou aqui os seus costumes.
O Índio era um autóctone ou veio de outras partes do mundo? Entre as suposições estabelecidas para explica-los a sua presença, a de maior aceitação é a de que descende de raça mongólica e teria atravessado o estreito de Behring. Seu padrão cultural corresponderia ao neolítico ou mesolítico.
A Geografia Humana, e os tipos brasileiros, Gaúchos, Vaqueiros, Baianos, Caipira, Tropeiro, Jangadeiro etc. e a Geografia Física, Praias, Sertões, Grutas, Lagoas, Montanhas, zonas de Pastoreio, de Mineração, da Agricultura etc., são explicadas pela literatura oral.
        
LITERATURA ORAL

Temos dentro deste contexto, a Poesia o Romance e outros.
A LITERATURA DE CORDEL denomina-se literatura de cordel a poesia apresentada em pequenos folhetos exposta sobre um Cordel para comercialização nas feiras.
As poesias escritas atualmente de preferência em sextilhas sempre contam em seus versos, flagelos de natureza, cangaço, tragédias, acontecimentos raros que ofereçam humor e recreação.
É uma forma poética de valor inestimável para o estudo da língua, permitindo abordar a temática, e o vocabulário, composição estrófica, rima prosódia e igualmente a forma musical do acompanhamento.
O DESAFIO é o encontro de dois cantadores que desenvolvem um duelo poético, em versos, apoiada, uma parte no dizer comum e tradicional dessa pelejas, dependendo a outra da criatividade, do improviso.                                   
Várias danças brasileiras comportam o desafio, como a cana-verde, calango, cururu, batuque etc.
REPENTE, ainda que o cantador de desafio seja um improvisador, o título que almeja é o repentista, porque a esta é conhecido o galardão maior do poeta, daquele que em qualquer situação, expressa, com a beleza o espírito alerta ao seu pensamento. Ao repentista é oferecido um temam a ser desenvolvido livremente, mas também lhe oferta o MOTE, dístico, quadra a ser glosado com as regras costumeiras.
DÉCIMA é o nome próprio da estrofe de dez versos que passou a denominar outras formas estróficas com narrativa cantada.
Há décimas amorosas, sentimentais as rabelaisianas que levam ao imensurável os atributos de pessoas e animais.
TROVA, singela e a mais comum das formas poéticas, a trova é uma estrofe de quatro versos de 7 sílabas, com rima no 2° e no 4°.   


                          MÚSICAS FOLCLÓRICAS

È a música do povo, melodia, harmonia e ritmo, sem autoria conhecida, transmitida oralmente e integrada no contexto do meio folk, linguagem cultural que veicula expressões em momentos e finalidades determinadas. Tem características próprias e sai através da voz humana ou de instrumentos musicais, sendo estes os mais comuns: tambores, pandeiro, adufe, bumba, caixa, zabumba, cuíca, viola, cavaquinho, violão, rabeca, berimbau, flautas, buzina, apito, berra-boi, sanfona, bastões, chocalhos. Como conjunto instrumental, a Banda Cabaçal, (banda de pífanos, banda de couros, zabumba), formada por dois pífanos, um zabumba e uma caixa, variando com pandeiro, triângulo e prato.

DANÇAS FOLCLÓRICAS

Dança folclórica e a manifestação de um grupo de estrutura simples, apenas mestre e dançadores, com coreografia própria, sem texto, dramático, com ou sem indumentária determinada, grupo por vezes aberto, permitindo a inclusão de outras pessoas (ciranda, coco, jongo).O seu estudo pode ser realizado: a)pela sua forma – roda, roda com par ao centro, roda de pares, fileiras, par solto, par unido, conjunto etc.;b) quanto à finalidade (rituais, de intenção religiosa, profana); c) quanto a possível origem ou influencia (européia, africana,indígena).Dada a mobilidade do grupo humano, as danças folclóricas podem ocorrer em qualquer região, havendo, entretanto, razões que fundamentam a área do batuque, do jongo, do coco etc.
Em listagem sumária, são estas as danças folclóricas brasileiras: ciranda, cana-verde, catira ou cateretê, cururu, coco, baião, xaxado, balaio, dança de São Gonçalo, batuque, congada, Moçambique, pau-de-fita, vilão quadrilha, maracatu, samba, fandango (série de danças do sul), chula, xiba, xotes, polca, mazurca, lundu, dança de Santa Cruz, carimbó, siriá, retumbão, maculetê, dança dos velhos, torém, mineiro-pau, frevo, corta-jaca, miudinho, ciriri, maxixe etc.

              FOLGUEDOS FOLCLÓRICOS

O grupo de folguedo tem uma estrutura complexa, com mestre, dançadores, personagens com hierarquia e atuação definida, indumentária determinada, elementos tradicionais, ensaios, parte dramática, grupo fechado sem a participação de outras pessoas.
O folguedo do boi (com denominações e enredos diversos), existe em todos Estados.
Os folguedos de maior incidência são: guerreiros folia de reis, caiapó, reisado, reis de boi, pastoris, caboclinhos, alardo, tapuios, chegança, marujada, fandango (do Nordeste), nau catarineta, cavalo marinho, pássaros, tribos, cavalhadas etc.
Identificação do folguedo: folia de reis, boi-pintadinho,bumba-meu-boi,boi-bumbá,boi-de-mamão,pastorinhas, reisado, folia do divino.

   CONCLUSÃO SINTÉTICA

A formação de nossa cultura é originada de vários costumes, tendo-se em vista que o Europeu aqui nos influenciou, a partir do nosso descobrimento. O Africano que veio trazendo as suas influencias que ainda predominam no nosso meio cultural, como: as crendices, muitas de nossas danças, comidas, músicas, etc.
O Índio o nosso primitivo com as suas manifestações culturais, como a dança, alimentação, modo de vestir e de agir, contribuiu fortemente para formação de nossas tradições.
Frutos de uma miscigenação que somos temos, portanto a influencia de três diferentes raças que nos condiciona uma cultura bem variada e cheia de implementos que até hoje predomina no nosso

Povo.
A Literatura aqui pautada está sempre direcionada a influencia dos Portugueses onde foram consagrados grandes mestres de uma Literatura ainda hoje questionada nos meios literários de nossa gente.
As músicas e danças todas se mesclam com o Europeu, Africano e Indígena.
 

                                      Francisco Melo
                                      Março, de 2.001.



quinta-feira, 2 de junho de 2016


Os feriados europeus relacionadas às tradições e celebrações do midsommar têm origens pré-cristãs. Eles são particularmente importantes no Norte da Europa - Suécia, Dinamarca, Noruega, Finlândia, Estônia,Letônia e Lituânia -, mas também é muito fortemente observado na Polônia, Rússia, Bielorrússia, Alemanha, Países Baixos, Irlanda, partes do Reino Unido (especialmente Cornwall), França, Itália, Malta, Portugal,Espanha, Ucrânia, outras partes da Europa e em outros lugares - como Canadá, Estados Unidos, Porto Rico e também no Hemisfério Sul (principalmente Brasil, Argentina e Austrália).
O festival é também por vezes referido por alguns neopagãos como "Litha", decorrente do De temporum ratione de Beda, que fornece os nomes anglo-saxões Ærra Liþa e Æfterra Liþa para os meses que correspondem aproximadamente a junho e julho, com um mês intercalar de Liþa aparecendo depois de bissextos De origem europeia, as fogueiras juninas fazem parte da antiga tradição pagã de celebrar o solstício de verão. Assim como a cristianização da árvore pagã "sempre verde", que se tornou a famosa árvore de natal, a fogueira a volta do 25 de junho tornou-se, pouco a pouco, na Idade Média, um atributo da festa de São João Batista, o santo celebrado nesse mesmo dia. Ainda hoje, a fogueira de São João é o traço comum que une todas as Festas de São João Europeias (da Estônia a Portugal, da Finlândia à França).
As celebrações do solstício ainda são centradas no dia do solstício do verão astronômico. Alguns optam por realizar o rito em 21 de junho, mesmo quando este não é o dia mais longo do ano, alguns comemoram em 24 de junho, o dia do solstício no tempo dos romanos. Os antigos romanos também realizavam um festival em honra do deus Summanus em 20 de junho. Na Wicca, os praticantes celebram no dia mais longo e a noite mais curta do ano, que não têm uma data definida, a parti do calendário celta de 13 meses.
Cristianização 
Embora o midsommar seja originalmente um feriado pagão, no cristianismo ele é associado ao nascimento de João Batista, que é associado ao mesmo dia, 24 de junho, nas igrejas católica, ortodoxa e em algumas igrejas protestantes. Ocorre seis meses antes do Natal porque o Evangelho de Lucas (Lucas 01:26 e Lucas 1.36) implica que João Batista nasceu seis meses antes de Jesus, embora a Bíblia não diga em que época do ano isso aconteceu.
No século VII, Santo Elígio (falecido em 659/60) avisou aos recém-convertidos habitantes de Flandres contra as antigas celebrações pagãs do solstício, ao dizer: "Nenhum cristão deve participar da festa de São João ou da solenidade de qualquer outro santo e realizar solestitia [ritos do solstício de verão] ou dançar, pular ou entoar cantos diabólicos".
Conforme o cristianismo se propagou por regiões de tradição pagã, as celebrações do midsommar foram transformadas em novos feriados cristãos, muitas vezes resultando em celebrações que misturavam tradições cristãs com tradições derivadas de festividades pagãs.
Por país
Alemanha

Fogueira em Freiburg im Breisgau
No dia do solstício de verão é chamado Sommersonnenwende em alemão. Em 20 de junho de 1653 o conselho da cidade de Nuremberga emitiu a seguinte ordem: "No dia de São João em cada ano no país, bem como em cidades e vilas, jovens pegam dinheiro e madeira para criar o chamado sonnenwendt ou fogo zimmet e dançam sobre o referido fogo, saltando sobre o mesmo, com a queima de ervas diversas e flores... Portanto, o Conselho da Cidade de Nuremberga não pode nem deve deixar de acabar com toda esse paganismo, superstição imprópria e perigo de incêndio no próximo dia de São João.
Brasil
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/3a/Magnifying_glass_01.svg/17px-Magnifying_glass_01.svg.pngVer artigo principal: Festa junina no Brasil

Fogueira de São João em Goiânia,Goiás.
As festas juninas são, em sua essência, multiculturais, embora o formato com que hoje as conhecemos tenha se originado nas festas dos santos populares em Portugal: a Festa de Santo Antônio, a Festa de São João e a Festa de São Pedro e São Pauloprincipalmente. A música e os instrumentos usados (cavaquinho, sanfona, triângulo ou ferrinhos, reco-reco etc.) estão na base da música popular e folclórica portuguesa e foram trazidos ao Brasil pelos povoadores e imigrantes do país irmão.[1]
As roupas caipiras ou saloias são uma clara referência ao povo campestre que povoou principalmente o nordeste do Brasil e pode-se encontrar muitíssimas semelhanças no modo de vestir caipira no Brasil e em Portugal. Do mesmo modo, as decorações com que se enfeitam os arraiais iniciaram-se em Portugal, junto com as novidades que, na época dos descobrimentos, os portugueses trouxeram da Ásia, tais como enfeites de papel, balões de ar quente e pólvora. Embora os balões tenham sido proibidos em muitos lugares do Brasil, são usados na cidade do Porto em Portugal com muita abundância e o céu se enche com milhares deles durante toda a noite. A dança de fitas típica das festas juninas no Brasil origina-se provavelmente da Península Ibérica.[1]
Dinamarca

Dinamarqueses celebrando o midsummer bcom uma figueria na praia
Na Dinamarca, a celebração solsticial é chamada de sankthans ou sankthansaften ("véspera de São João"). Foi um feriado oficial até 1770 e, de acordo com a tradição dinamarquesa de comemorar um feriado na noite anterior do dia real, é celebrado na noite de 23 de Junho. É o dia em que os homens e mulheres sábias medievais (osmédicos da época) reuniam ervas especiais que precisavam durante o resto do ano para curar as pessoas.
A data é comemorada desde os tempos dos Vikings, quando eles faziam grandes fogueiras para afastar os maus espíritos. Hoje, fogueiras na praia, piqueniques e músicas são tradicionais, embora fogueiras sejam construídas em muitos outros lugares. Na década de 1920, uma tradição de colocar uma bruxa feita de palha e tecido sobre a fogueira surgiu como uma lembrança da caça às bruxas entre 1540 a 1693. Essa queima enviaria a "bruxa" para Bloksbjerg, a montanha Brocken na região de Harz daAlemanha. Alguns dinamarqueses consideram a relativamente nova queima simbólica da bruxa como imprópria.[6] [7]
Finlândia

Fogueira em Helsinque. Fogueiras são bastantes populares no dia de São João (Juhannus) no campo ao redor das cidades em festejos.
Antes de 1316, o solstício de verão era chamado de Ukon juhla ("celebração de Ukko") na Finlândia, pelo deus finlandês Ukko. Após as celebrações serem cristianizadas, o feriado se tornou conhecido como Juhannus por conta de João Batista (finlandês: Johannes Kastaja).
Na celebração do midsummer finlandês, fogueiras (kokko) são muito comuns e são queimados nas margens de lagos e do mar.[9] Muitas vezes, ramos de árvores de vidoeiro(koivu) são colocados em ambos os lados da porta da frente das casas para receber os visitantes.[10] Os finlandeses muitas vezes celebram erigindo um mastro(midsommarstång).[11]
Na religiosidade popular, o midsummer é uma noite muito potente para muitos pequenos rituais, principalmente para jovens donzelas que procuram pretendentes e fertilidade. Acredita-se que o fogo-fátuo apareça com mais frequência na noite da celebração para indicar um tesouro. Nos velhos tempos, donzelas usavam encantos especiais e curvavam-se em um poço, nuas, para verem o reflexo de seu futuro marido. Em outra tradição que continua ainda hoje, uma mulher solteira recolhe sete flores diferentes e coloca-as sob o seu travesseiro para sonhar com seu futuro marido.[12]
Uma característica importante do solstício de verão na Finlândia é a noite branca e o sol da meia-noite. Como o território do país está localizado em torno do círculo polar ártico, as noites perto do dia da celebração são curtas ou inexistentes. Isto dá um grande contraste com a escuridão do inverno. A temperatura pode variar entre 0° C e 30 ° C, com uma média de cerca de 20° C no sul. Muitos finlandeses deixam as cidades no feriado e passam o tempo no campo. Hoje em dia muitos passam todas as suas férias em uma casa de campo. Os rituais incluem fogueiras, churrascos, uma sauna e passar o tempo junto de amigos e familiares.
França

Festa de São João, por Jules Breton(1875).
A Fête de la Saint-Jean (Festa de São João), tal como no Brasil e em Portugal, é comemorada em 24 de junho e tem, como maior característica, a fogueira. Em certos municípios franceses, uma alta fogueira é erigida pelos habitantes homenageando São João Batista. Trata-se de uma festa católica, embora ainda sejam mantidas certas tradições pagãs que a originaram. Na região de Vosges, a fogueira é chamada chavande.
Noruega[editar 

Fogueira em Bergen, Noruega
Como na Dinamarca, o Sankthansaften é comemorado em 23 de junho na Noruega. O dia também é chamado de Jonsok, que significa "despertar de João", importante em tempos católicos romanos com peregrinações a igrejas e fontes sagradas. Por exemplo, até 1840, havia uma peregrinação à Igreja do Stave Røldal em Røldal (sudoeste da Noruega), cujo crucifixo teria poderes curativos. Hoje, no entanto, o Sankthansaften é amplamente considerado como um evento secular ou mesmo pré-cristão. Na maioria dos lugares, o evento principal é a queima de uma grande fogueira. No oeste da Noruega, um costume de arranjar casamentos simulados, tanto entre adultos como entre crianças, ainda é mantido vivo.
Polônia. 
As tradições juninas da Polônia estão associadas principalmente às regiões da Pomerânia e da Casúbia, e a festa é comemorada em 23 de junho, chamada localmente 'Noc Świętojańska" (Noite de São João). A festa dura o dia todo, começando às 8h da manhã e varando a madrugada. De maneira análoga à festa brasileira, uma das características mais marcantes é o uso de fantasias; no entanto, não de trajes camponeses como no Brasil, mas de vestimentas de piratas. Acendem-se fogueiras para marcar a celebração. Em algumas das grandes cidades polonesas tais como Varsóvia e Cracóvia, essa festa faz parte do calendário oficial da cidade.
Portugal[editar

Em Portugal, estas festividades, genericamente conhecidas pelo nome de "Festas dos Santos Populares", correspondem a diferentes feriados municipais. Nas cidades doPorto e de Braga em Portugal, o São João é festejado com uma intensidade inigualável, sendo que a festa é, à semelhança do que acontece no Nordeste do Brasil, entregue às pessoas que passam o dia e a noite nas ruas das cidades, que são autênticos arraiais urbanos.
Festas de São João são ainda celebradas em alguns países europeus católicos, protestantes e ortodoxos (França, Irlanda, os países nórdicos e do Leste europeu). As fogueiras de São João e a celebração de casamentos reais ou encenados (como o casamento fictício no baile da quadrilha nordestina e na tradição portuguesa) são costumes ainda hoje praticados em festas de São João europeias. É ainda costume a realização de fogueiras onde o combustível é o rosmaninho.
Rússia/Ucrânia/Bielorrússia

Noite da Véspera de Ivan Kupala, por Henryk Hector Siemiradzki
A festa de Ivan Kupala (João Batista) é conhecida como a mais importante de todas as festas dos povos eslavos orientais de origem pagã, e vai desde 23 de junho até 6 de julho. Há a lenda de que na noite de Ivan Kupala, aparece a flor da samambaia e quem a encontrar será rico e feliz para sempre (essa flor não existe). É um rito de celebração pelo verão, que foi absorvido pela Igreja Ortodoxa. Muitos dos rituais das festas juninas eslavas estão relacionados com o fogo, a água, a fertilidade e a auto-purificação. As moças, por exemplo, colocam guirlandas de flores na água dos rios para ter sorte. É bastante comum também a brincadeira de saltar por cima das fogueiras. As festas juninas eslavas inspiraram o compositor Modest Mussorgsky a compor sua famosa obra "Noite no Monte Calvo".
Suécia

Celebração do solstício de verãoem Årsnäs, na Suécia
As festas juninas da Suécia (Midsommarafton) são as mais famosas do mundo. São consideradas a festa nacional sueca por excelência, comemorada ainda mais assiduamente do que o Natal. Realizam-se entre 20 e 26 de junho, sendo a sexta-feira o dia mais tradicional. Uma de suas características mais tradicionais é as danças em círculo ao redor do majstången (mastro de maio) , um mastro colocado no centro da aldeia. Quando o mastro é erigido, são atiradas flores e folhas. Tanto o majstången quanto o mastro de São João brasileiro se originaram do "mastro de maio" dos povos germânicos.
Durante a festa, cantam-se vários cânticos tradicionais da época e as pessoas se vestem num estilo rural, tal como no Brasil. Por acontecer no início do verão, são comuns as mesas cheias de alimentos típicos da época, tais como morangos e batatas. Também são tradicionais as simpatias, sendo a mais famosa a das moças que constroem buquês de sete ou nove flores de espécies diferentes e os colocam sob o travesseiro na esperança de sonhar com o futuro marido. No passado, acreditava-se que as ervas colhidas durante esta festa seriam altamente poderosas, e a água das fontes daria boa saúde. Também nessa época, decoram-se as casas com arranjos de folhas e flores, para trazer boa sorte, segundo a superstição.



quarta-feira, 1 de junho de 2016

Sou eleitor de Ipu e em todas as eleições venho exercendo o meu sagrado direito de votar. Não resido na cidade, embora lá tenha propriedade e domicílio eleitoral, e visito, com prazer e alegria, minha terra natal pelo menos três vezes por ano.

De 1997 para cá, tenho tido mais tempo, em face de minha aposentadoria, e venho também acompanhando o desenvolvimento do município que cresce a olhos vistos. Talvez nem todos os munícipes estejam satisfeitos com o ritmo de crescimento da cidade. Tinham, sem dúvida, maiores expectativas. Gostariam de ver mais obras, mais progresso. Mas as coisas seguem um ritmo normal de acordo com as circunstâncias. Em tempos de crises, o ritmo do crescimento diminui. Os antigos romanos diziam, sabiamente: “Festina lente”, ou seja, “Apressa-te devagar”. Parece um paradoxo, mas não o é.

Fator preponderante que impede um ritmo mais acelerado de nosso crescimento é a notória falta de representantes ipuenses na Assembleia Legislativa do Ceará e na Câmara dos Deputados em Brasília. É importante que o município tenha representantes naquelas casas legislativas.

Com a introdução do sistema parlamentarista que se anuncia - talvez já para as próximas eleições de 2018 - , o nosso município irá ser beneficiado, pois, pelo voto distrital, o candidato tem que representar a população que o elegeu. E ele vai ser avaliado a cada quatro anos.

Pelo sistema vigente, os deputados estaduais e federais não têm quase nenhum compromisso com os municípios onde foram votados. Compraram, infelizmente, os votos e se sentem desobrigados de trabalhar pelas comunidades que votaram neles por intermédios de chefes políticos.

Quando tínhamos na Assembleia Legislativa do Ceará os deputados Gomes Farias e Sávio Pontes, destinaram estes suas verbas parlamentares para a restauração da Estação Ferroviária de Ipu e da Igrejinha, dois ícones que, ao lado da Bica, projetam o Ipu no cenário estadual e nacional.

Com o lançamento do selo da Bica do Ipu (Fall of Ipu) em 12/12/2013, o Ipu ganhou projeção internacional, pois referido selo está a circular pelo mundo inteiro e é parte integrante dos melhores catálogos de selos do mundo, principalmente os alemães e americanos, enriquecendo as coleções dos milhões de colecionadores de selos dessa temática espalhados pelo orbe terrestre.

Como me referi anteriormente, a Estação Ferroviária de Ipu, é um dos ícones da cidade. Todos da geração se lembram dos saudosos tempos do trem em Ipu. Era a Estação o ponto de encontro diário de grande parte da população da cidade. Ao toque da sineta, anunciando a chegada próxima do trem, as pessoas se dirigiam em correria para lá. A Estação presenciou, sem dúvida, grandes momentos e episódios marcantes. Eram partidas e chegadas de entes queridos, encontros e desencontros, alegrias e tristezas, boas-vindas e despedidas, sorrisos e lágrimas, beijos e tapas, juras de amor e chiliques de ciúmes, inícios e términos de flertes e namoros. Enfim, as alegrias e as vicissitudes que povoam os fundos arcanos da misteriosa e insondável alma humana.

E, para resgatar a memória da Estação, apresentei projeto ao prefeito de Ipu, Sérgio Rufino, que, de pronto, o acolheu. Desenvolvi, então, esforços com amigo meu em Brasília, na época assessor do Ministro dos Transportes, que conseguiu a liberação para a Prefeitura Municipal de Ipu de uma máquina elétrica diesel para, juntamente com um vagão, formar a memória histórica do trem em nossa cidade.

Mas tudo tem um custo. Referida máquina está, há mais de dez anos, abandonada, junto com outras, no pátio da oficina da antiga REFESA, mais conhecida como Oficina do Urubu, em Fortaleza. O custo de recuperação para que ela fique 0 KM (só não funcionando) é de R$ 198.000,00 (cento e noventa e oito mil reais). A Prefeitura Municipal de Ipu, dada a situação difícil por que estão passando todas as prefeituras do país, não dispõe desse montante.

Fui, então, ao amigo Dr. Alexandre Landim, Chefe da Casa Civil do governador Camilo Santana, juntamente com o prefeito Sérgio Rufino, o qual nos recebeu muito bem, haja vista que fomos acompanhados do Dr. José Vanderlei Landim, amigo meu de Seminário e pai do Alexandre.

O Chefe da Casa Civil do Governo nos apontou o caminho mais prático, rápido e viável para solução do problema. Qual o caminho? Convencer os três deputados mais votados em Ipu para destinarem parte de suas verbas parlamentares para o projeto de recuperação da máquina. Conseguindo-se isto, Dr. Alexandre Landim liberaria, de imediato, o dinheiro.

Posta a solução, gostaria e espero que a Associação dos Filhos e Amigos de Ipu (AFAI), a Academia Ipuense de Letras, Ciências e Artes (AILCA) e o prefeito Sérgio Rufino desenvolvessem, conjuntamente, gestões e esforços junto aos três deputados mais votados em Ipu para que tenhamos essa máquina na Estação de Ipu o mais breve possível. A máquina e o vagão, como frisei, perpetuarão a memória histórica do trem na Terra de Iracema.

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*Olívio Martins é membro da Academia Ipuense de Letras, Ciências e Artes (AILCA), técnico aposentado do Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

Licenciado em Letras Anglo-Germânicas pela Universidade Federal do Ceará. Tem curso de pós-graduação na Bayerische Julius-Maximilians –Universität Würzburg (Alemanha).
É professor aposentado de Língua e Literatura Portuguesa e Brasileira. Atualmente, dedica-se à Ecologia.