quinta-feira, 26 de março de 2015


Nosso Senhor dos Passos
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nosso Senhor dos Passos é uma invocação de Jesus Cristo e uma devoção especial na Igreja Católica a ele dirigida, que faz memória ao trajeto percorrido por Jesus Cristo desde sua condenação à morte no pretório até o seu sepultamento, após ter sido crucificado no Calvário.
A história desta devoção remonta à Idade Média, quando os cruzados visitavam os locais sagrados de Jerusalém por onde andou Jesus a caminho do martírio, e quiseram depois reproduzir espiritualmente este caminho quando voltaram à Europa sob forma de dramas sacros e procissões, ciclos de meditação, ou estabelecendo capelas especiais nos templos.
No século XVI se fixaram 14 momentos principais deste trajeto, embora o número tenha variado na história do catolicismo de sete a 39. Estes pontos principais são chamados de as estações ou os passos da Paixão de Cristo ao longo da Via Sacra ou Via Crucis. São eles:
Esta invocação se tornou muito popular em alguns países como Portugal e Brasil, dando origem a rica iconografia e onde existem inúmeras igrejas fundadas sob sua proteção, e na Quaresma são realizadas procissões especiais chamadas de Procissão dos Passos ou Procissão do Encontro 1 .

 A procissão do Senhor Jesus dos Passos, organizada pela Real Irmandade do Senhor dos Passos da Graça, com sede na Igreja de Graça, em Lisboa, teve origem no ano de 1586, fundada pelo pintor Luís Alvares de Andrade2 .

Procissão do Encontro, Semana Santa em Pirenópolis, onde se leva uma imagem de roca
Procissão do Encontro, Semana Santa em PirenópolisProcissão do Senhor dos Passos, que se encontra na Igreja de Nossa Senhora do Carmo (Angra do Heroísmo), ilha Terceira, Açores


quarta-feira, 25 de março de 2015

MAIO - ABOLICIONISTAS CEARENSES

JOÃO CORDEIRO

Filho de João Cordeiro da Costa e Floriana Angélica da Vera Cruz, João Cordeiro nasceu em Santana do Acaraú, no dia 31 de agosto de 1842, e faleceu em Fortaleza, a 12 de maio de 1931. Presidiu a Associação Comercial do Ceará e a Junta Comercial, sendo também diretor da antiga Caixa Econômica Provincial. Comissário Geral de Socorro Público, durante o período de seca entre 1877 e 1879, foi nessa ocasião que conheceu Francisco José do Nascimento, o Dragão do Mar, seu futuro parceiro no movimento abolicionista cearense. Foi um dos fundadores e o presidente da Sociedade Cearense Libertadora, entidade de atuação decisiva para o êxito do movimento abolicionista no Ceará. Membro ativo do Centro Republicano, participou do primeiro governo do novo regime no Ceará, como encarregado dos Negócios da Fazenda. Também exerceu mandatos de deputado federal e senador da República.

PEDRO ARTUR DE VASCONCELOS

Cearense de Fortaleza, filho de Manuel José de Vasconcelos e Lina Josefa de Vasconcelos, Pedro Artur de Vasconcelos nasceu no dia 29 de junho de 1851, vindo a falecer em 6 de julho de 1914. Estudou no Seminário Diocesano e exerceu a função de Guarda-livros no escritório da Casa Inglesa. Foi colega de trabalho do abolicionista Alfredo Salgado, um dos membros da Sociedade Cearense Libertadora. Em defesa da liberdade para os negros, Pedro Artur participou de vários comícios pelo fim da escravidão. Em um deles, na Praça Castro Carreira (Praça da Estação), conclamou o povo a impedir os envios de cativos para fora do Ceará. Em outra oportunidade, no Teatro São Luís, lembrou da possibilidade de se conseguir dos jangadeiros que estes não transportassem escravos para os navios, surgindo nessa época sua célebre frase ‘No porto do Ceará não se embarca mais escravo’.

MARIA TOMÁSIA

Nascida em Sobral, zona norte do Ceará, Maria Tomásia Figueira Lima foi casada com o abolicionista Francisco de Paula de Oliveira Lima. Era considerada excelente oradora. Sua atuação junto ao movimento em prol da liberdade dos escravos tornou-a reconhecidamente a alma feminina da campanha pela abolição. Ocupou o cargo de presidente da Cearenses Libertadoras, sociedade organizada em uma reunião na chácara de José do Amaral, no Benfica, na qual esteve presente José do Patrocínio. Durante a solenidade foram entregues cartas de alforria a seis escravos. Na instalação solene da Cearenses Libertadoras, fato ocorrido nos salões do Clube Cearense, foi executado o hino da Sociedade Cearense Libertadora, com música de João Moreira da Costa e letra de Frederico Severo, além de serem entregues setenta e duas cartas de alforria, concedidas por eminentes representantes da sociedade cearense.

CARLOS AUGUSTO PEIXOTO DE ALENCAR

Major do Exército, posto no qual faleceu a 20 de março de 1900, no Rio de Janeiro, Carlos Augusto Peixoto de Alencar nasceu no dia 22 de outubro de 1852, em Fortaleza. Em suas andanças pelo Brasil sempre esteve ao lado dos abolicionistas, tendo fundado, em Manaus, a Sociedade Libertadora do Amazonas, no ano de 1882. A partir de 1883, no Ceará, participou das comissões antiescravistas com atuação decisiva a favor da abolição nos municípios de Icó e Acarape. No Rio de Janeiro, foi membro da Confederação Abolicionista e, em Corumbá, fundou o jornal O Escravo. Republicano, atuou junto a José do Patrocínio, Sousa Campos e Padre Trindade na fundação do Clube Republicano, em 1877, o que lhe custou o desterro para São Borja, no Rio Grande do Sul. Aliou os deveres militares ao prazer intelectual, com especial gosto pelo teatro, tendo escrito a elogiada comédia À Procura de Um Casamento.

ISAAC CORREIA DO AMARAL

Filho de João Antônio do Amaral e Maria Correia de Melo, Isaac Correia do Amaral nasceu em Fortaleza, no dia 18 de setembro de 1859, vindo a falecer em abril de 1942, no sítio Bonfim, localizado na serra de Guaramiranga. Em 1871 viajou para a Alemanha, onde cursou o Liceu Prussiano, na cidade de Altona. Ao retornar, demorou algum tempo em Lisboa, a fim de retomar o idioma português. No Ceará, foi um dos mais convictos abolicionistas e um dos fundadores da Sociedade Cearense Libertadora, seguindo a atuação de sua família. Esteve no Amazonas, onde participou ativamente da campanha abolicionista. Projetista, chegou a planejar e levantar os alicerces de um teatro a ser construído no centro da atual praça José de Alencar. Seus projetos mais conhecidos, ainda existentes na cidade de Fortaleza, são a Igreja do Pequeno Grande e o Parque da Independência, atual Cidade da Criança.


Biografia de João Cordeiro



BIOGRAFIA DE JOÃO CORDEIRO, PATRONO DA CADEIRA DE N° 32, DA ACADEMIA MAÇÔNICA DE LETRAS DO ESTADO DO CEARÁ. (AMLEC).

ATUALMENTE OCUPADA PELO ACADÊMICO
FRANCISCO DE ASSIS MARTINS.


João Cordeiro nasceu em Santana do Acaraú, no dia 31 de agosto de 1932, falecendo em Fortaleza, a 12 de maio de 1931 aos 88 anos.
Foi Senador da República, amigo íntimo de Floriano Peixoto. Figura máxima do abolicionismo no Ceará. Político de corajosas atitudes e de enorme prestigio junto aos poderes constituídos.
Era filho de João Cordeiro da Costa e Floriana Angélica da Vera Cruz, foi considerado nas notas de Eusébio de Sousa deixadas e publicadas na Revista do Instituto do Ceará do ano de 1945 o seguinte: “invicto General da Companhia da Abolição”, foi centro gravitacional redentora do Ceará.

Considerado temperamental quando necessariamente teria que agir, não medindo esforços e nem contava o que era preciso fazer.
Tinha uma linha de conduta que até hoje não conseguimos definir, devido o seu direcionamento a tudo e a todos.
Foram vários os conceitos a sua pessoa inclusive considerando o seu Cérebro como daqueles que não raciocinava dificuldade. Vencia tudo e muito rapidamente.

Nas suas diferentes funções exercidas ao longo de sua existência, ora estava alto, mas dominantemente decidido e decidindo, superando sempre as dificuldades com o seu altruísmo.

João Cordeiro o Abolicionista, não podemos eximir das páginas de qualquer obra que venha falar de abolição, o nome de João Cordeiro; como também o republicanismo do Ceará pois deverá constar em qualquer compendio histórico. Era o Cearense inquieto e integral nos atos como também no caráter.

João Cordeiro, nas memórias que escreveu, ao correr do lápis, esclarece que foi convidado por alguns sócios da Perseverança e Porvir para fundarem uma sociedade que se ocupasse da propaganda e da abolição dos escravizados. Aceitou o convite com grande entusiasmo e com os rapazes da perseverança convocou para Palacete da Assembléia da Província,uma reunião dos abolicionistas para a fundação de uma associação, que instalou com o nome de Cearense Libertadora. Compareceu grande número de abolicionista e ele, João Cordeiro, foi aclamado Presidente e, tomando posse do cargo, deu por instalada a sociedade e nomeou uma comissão para organizar os estatutos.

Dias depois, reuniram-se os associados para ouvir a leitura destes e aprova-los mas, houve longa discussão e, para corta-la, Cordeiro declarou os estatutos que acabara de ser lido como inconveniente, não se relacionando com o pensamento do abolicionismo, nós queremos uma sociedade carbonaria,sem ligações com o governo que se ocupe da libertação dos escravos por todos os meios ao alcance dos nossos recursos pecuniários que nos convém devem ser simplesmente estes: -
· “Art 1° - Libertar escravos seja por que meio for”.
· Art. 2° - “Todos por um e um por todos.”
Dissolveu-se a reunião, ficando apenas duas dúzias de abolicionistas dispostos à luta que em resultado se deu à Libertação dos Escravos no Ceará.

A idéia triunfou e se formou um grupo de resistência que prosseguiu na luta, sendo de justiça destacar nomes de um punhado desse núcleo: João Cordeiro, Antonio Bezerra, Padre Frota, Justiniano de Serpa e outros. “E adianta: “Eram estes os tais libertadores, frase de mofa para traduzir a insignificância da força que pretendia demolir a torre” Malakoff do escravismo.”

Não parece certo que os nomes indicados por Isac do Amaral sejam os que ficaram na hora decisiva do juramento pedido por João Cordeiro, mas a verdade é que todos eles não saem do agitado palco em que se encena o complicado drama do extermínio da escravatura.

O grupo arrojado da Libertadora não mais sossegou nem parou. Sem demora fundaram um jornal comandado por João Cordeiro “destinado à propaganda e interesse dos abolicionistas” e cujo primeiro número circulou no dia 1°de janeiro seguinte ao da fundação da sociedade.Chamaram o Jornal de, “O Libertador” e adotaram o lema de Jesus – “Ama ao teu próximo como a ti mesmo”.

No seu apostolado, “O Libertador” não restringe as duas esferas de ação. Levanta o escravo e coloca o homem ao lado do homem. Sopeia o algoz e liberta a vitima. Tritura o orgulho do enfatuado e eleva o mérito real do filho do povo. E no vasto domínio da mentalidade humana, todo assunto lhe é próprio. Marcha com seu século, tem o mesmo movimento, e a luta faz a sua profissão de fé. Ou vencer ou morrer.

Foi assim a participação que chamamos de efetiva de João Cordeiro, que culminou a libertação dos escravos no Ceará com grandes pompas, com uma programação que constou de números literários, musicais e artísticos de um modo geral.


Ipu, CE, 03 de setembro 2001

Francisco de Assis Martins
Francisco Quixadá

Nasceu aos 16 de fevereiro de 1982 na cidade de Ipu-CE. Filho de Aprígio Quixadá e Hermelinda Furtado Quixadá.
Foi batizado pelo reverendíssimo Pe. Francisco Maximo Feitosa de Castro. Crismou-se no ano de 1902, com D. José Lourenço da Costa Aguiar. Bispo do Amazonas que se encontrava na cidade Sobral em visita a familiares.
Casou-se com Sephiza Natália de Carvalho, aos 20 dias de maio de 1913.
Foi funcionário Público Federal, servindo ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), órgão que mais tarde veio se aposentar aos setenta anos de idade, então servindo a cidade de Orós.
Depois de aposentado veio morar em Fortaleza, onde residiu até os últimos dias de sua vida.
Do seu casamento nasceram os filhos: Aprígio, João, Matilde, Clotilde, Consuelo, Mário, Vinicius, Yolanda, Dayse, Antonio e Marlene.

Era considerada por seus contemporâneos, uma das pessoas mais dinâmicas e empreendedoras em beneficio de sua cidade Natal o Ipu. Arrecadava recurso junto a populares, patrocinava retretas, leiloes festas, para construção e outras benfeitorias como: Praças, Calçamento, e Jardim.