
sábado, 30 de abril de 2011
Biografia Padre Nonato

Ruas...

Não esquecendo que as ruas inspiram, funcionam como musa junto à árvore plantada e que serviu de abrigo para o primeiro encontro, para o primeiro abraço, para o primeiro afago, para o encontro de seresteiros que varavam as madrugadas em serenatas, tendo somente a lua como companheira.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Caso do Frade

Depois de preso pelos homens da lei representados por um Capitão, Inspetor de Quarteirão, 01- Farmacêutico e outros, passaram a espancar e maltratar o Frade miseravelmente.
O Frade recebeu pancadas fortíssimas no seu rosto. Um deles chegou a urinar na tonsura do Sacerdote misturando em seguida a Urina com areia Um outro quando o Frei tomava um caldo remetido a prisão por pessoas caridosas, foi bruscamente arrancando de suas mãos uma tigela do alimento e oferecido ao Frei esterco de cavalo, fazendo-o comer as fezes do animal. Conta à história que todos que maltrataram o Frade Agostinho receberam os castigos divinos.
O Frade depois de libertado dirigiu-se a Ipu e aqui chegando foi recebido pelo Pe. Corrêa que de imediato realizou a excomunhão e conseqüentemente amaldiçoou todos aqueles envolvidos no Caso do Frade.
Alguns deles ainda foram a Recife retirar as penas impostas pela Igreja do Ipu na pessoa do Pe. Corrêa recebeu a penitencia para se desculparem ou pedir perdão durante um cerimonial na Igreja o que não aceitaram. Todos foram castigados, vejam só o que aconteceu: ao que dera um pontapé no Frei atingindo a sua testa, braço e perna, o seu fim foi triste ficando imóvel o braço e a perna que batera no Frade e a testa constantemente batendo contra os objetos; o outro que deu fezes de cavalo ao Frade morreu comendo restos fecais de animais.
Outra história foi de um Padre que não sabemos o seu nome, levou uma surra de alguns populares da cidade de Ipueiras, e ao se despedir da cidade em foco e ao acabar de transpor o Rio Jatobá que corta a cidade pegou os chinelos que havia tirado para passar a água, depois da travessia e de posse das duas alpargatas, batendo contra uma pedra disse: “Ipueiras tu haverás de virar POEIRA”.
Não é uma história, mas um apêndice no que diz respeito ao Vigário Colado de Ipu, Pe. Francisco Correia de Carvalho e Silva.
O Caso Cesário Patricio
O cadáver foi colocado na Estação Ferroviária de Nova-Russas e à tardinha foi sepultado por pessoas do Povo.
Passaram ainda o seguinte Telegrama:
Presidente do Estado vg Chefe de Policia vg Dr. José Aciolly vg Capitão Peregrino – Fortaleza - CE - Para vingar morte nosso prezado amigo Coronel Antonio Rodrigues vg acabamos de matar seu assassino
José Barroso
Plácido Barroso
Os Cangaceiros ainda queriam a Cabeça do Promotor de Justiça Dr. Augusto Passos. Não se consumou o crime porque o velho Vicente Bode, perambulante da noite estava nas imediações da residência do Dr. Augusto e disse que o mesmo havia viajado a Sobral há dois dias.
Ruas

Cada um tem uma história para relatar para deleitar os que já viveram em nossas inesquecíveis Ruas.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Gomes Farias e Netinha.

Gomes Farias entrou no mundo do rádio em 1963. Teve passagens pelas rádios Uirapuru e Assunção antes de voltar para a Dragão do Mar, onde iniciou na profissão. Há muitos anos está na Rádio Verdes Mares, comandando a equipe esportiva da emissora líder de audiência. Ficou conhecido nacionalmente quando o humorista cearense Tom Cavalcante disse em algumas entrevistas que se inspirou em Gomes Farias para criar a narração do personagem João Canabrava. Cantor: Martinho da VilaCantora: Ivete SangaloBanda: Chiclete com BananaPerfume: Jean Paul GaultierComida predileta: PicanhaMulher bonita: Ana Paula ArósioHobby: Transmitir futebolFilme: Se Houver AmanhãMúsica: Songbirg (Kenny G)Lugar bonito: Rio de JaneiroEsporte predileto: Futebol
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Pedreiros Livres

Para a construção das grandes catedrais góticas, como a Notre Dame de Paris, era necessário o conhecimento de princípios esotéricos que deveriam ser aplicados arquitetonicamente. Para tal, na Idade Média, formaram-se na Europa as corporações de ofício, congregando pedreiros, artífices construtores que, como no Templo de Salomão dividiam-se em três graus: aprendiz, companheiro e mestre. Naquela época, a arte de construir era muito valorizada e os trabalhadores se reuniam em corporações com o objetivo de aprender e trabalhar tendo como base a solidariedade.
Foi neste período que o movimento sofreu influência dos Cavaleiros Rosa-cruz, o que determinaria uma série de mudanças em sua estrutura; o termo Maçonaria (do francês maçonnerei para o ofício de pedreiro) passou a ser empregado para denominar a antiga arte da construção, e se até então o movimento só congregava artífices vários, começou a receber nobres, príncipes e intelectuais, passando de Maçonaria operativa para especulativa. Foi exatamente aí que o movimento se tornaria um dos mais poderosos e atuantes da História, com participação nos principais acontecimentos dos últimos três séculos.
Os novos integrantes foram batizados de pedreiros-livres (em francês, francos-maçons), aqueles livres-pensadores que deveriam juntar-se aos pedreiros de ofício para construir as grandes catedrais do interior humano, dando base filosófica e doutrinária à instituição. A Maçonaria ganhara uma função política. Seus membros são de origem, livre-pensadores em relação às crenças religiosas formais, tendo o termo Franco-Maçonaria caído em desuso, com o tempo, em muitos países.
Desde então, na França e na Inglaterra, as cooperações passaram a se organizar em Lojas Maçônicas, com o fazem até hoje. A loja, neste caso, não é um prédio, mas sim o próprio ritual maçônico, onde ele acontecer, seja no templo, na taberna ou no bosque: onde estiverem vários maçons reunidos, ao se abrir o Esquadro e o Compasso sobre o Livro da Lei, está formada a egregora que constitui uma Loja maçônica. O livro da lei deverá ser aquele que representa o credo da maioria dos membros presentes: o Torah, a Bíblia, o Corão ou Alcorão e etc. Fisicamente, a Loja se instala em prédio adequado.
domingo, 24 de abril de 2011
Familia de Janjão Campos

A Hidroelétrica de Ipu.

Servido-se de recursos da própria natureza, a Ipu está predestinada a um grande surto de progresso, o aproveitamento da queda d’água do Ipuçaba, instalando uma possante Usina que fornecesse a luz e força motriz à encantadora cidade de Ipu.
Nunca se apagara da mente do menino ipuense Delmiro Gouveia, a lembrança da passagem nativa com a Bica do Ipu, correndo perenemente da Serra Grande, desperdiçando-se suas águas.
E o sonho vai se realizar – FORÇA HIDRÁULICA no Ipu. A vida vai mudar e mudou mesmo com o beneficiamento da iluminação Elétrica.
Organizada a Sociedade, constituída por: José Tomé de Sabóia, (Fortaleza), Oscar Coelho (Ipu) e Joaquim Sebastião Ferreira (Fortaleza) este último cognominado de “O Homem da Luz”. Joaquim Sebastião casou-se em Ipu com distinta filha do casal Gonçalo Soares de Oliveira e D.Terezinha Soares de Paiva. D. Francisca Soares de Paiva, carinhosamente conhecida como D. Chiquita Soares.
A sociedade ficou assim intitulada: “COELHO FERREIRA E COMPANHIA” e iniciou os preparativos.
O motor da luz de marca “BATACLAN” foi colocado num prédio previamente construído no pé da serra lado Sul da cidade.
Era Prefeito de Ipu Joaquim de Oliveira a Lima, o grande ipuense que não se cansou e envidou todos os esforços para a concretização do evento.
Enfim, chegou o dia tão esperado e almejado pelos ipuenses, à luz seria inaugurada. E assim aconteceu no 20 de janeiro de 1931, aconteceu a tão sonhada inauguração. A cidade se revestia de júbilo. Muitos visitantes se encontravam na cidade, e precisamente às 18 horas do coreto do Jardim de Iracema, aconteceu o ato inaugural.
Proferiu um discurso chamado de oficial o Sr. Oscar Coelho que no momento em que acionou a chave geral pronunciou “Eis a Luz” e a cidade de repente ficou toda iluminada, todos sorriam, cantavam e aplaudiam. A Banda de Música tocou animadas e festivas peças musicais. O sino da Estação Ferroviária tocou e as máquinas apitaram solenemente.
As vinte e uma horas foi iniciado o grande BAILE, na residência do Sr. Manoel Dias Martins, casarão situado na Rua da Goela. A primeira música entoada pela Banda de Santa Quitéria foi à valsa de Zequinha de Abreu intitulada BRANCA.
As festividades duraram três dias. Foi uma das maiores festas realizadas na cidade naquela época.
sábado, 23 de abril de 2011
Dois Anos sem Boris.

Adeus a Boris.
Meu amigo Boris.
Você deixa-nos hoje para a vida eterna. A sua efêmera passagem na vida terrena deixou marcas indeléveis entre nós.
Meu amigo a sua partida tão precocemente será sentida por todos seus amigos principalmente aqueles que lhe eram caros.
Ainda na nossa juventude até mesmo quando vivíamos a nossa meninice com as brincadeiras debaixo do nosso secular Tamarindeiro, nos jogos de “bila” “bola de meia” e etc.
Já na idade adulta tomamos rumos diferentes, você foi para um Banco e eu para uma Sala de aulas.
Vieram os casamentos. O meu bem pertinho do seu, os nossos filhos primogênitos nasceram quase no mesmo dia. (Ricardo e Júnior x Ana Francisca).
Mas Boris as nossas vidas continuaram, e eu seu amigo, sempre a admirá-lo como um homem de coração manso e espírito desarmado, uma reserva moral de nosso Município, um homem simples sempre integrado aos grandes eventos da nossa terra e muito especialmente da sua família.
Você Boris, foi o primeiro a tomar conhecimento da proposta ou mesmo de um audacioso projeto de criar a “Noite do Reencontro”, lembra-se, você me apoiou em todos os aspectos, e assim fizemos muito artesanalmente a primeira Noite de Encontro dos nossos amigo e filhos do Ipu, no nosso querido Quadro da Igrejinha.
Em outro momento lhe fiz saber de um novo projeto, era a Academia Ipuense de Letras.
Lembra-se, você até me ajudou a compor ou sugerir o quadro de Patronos e futuros Acadêmicos.
E mais Boris, lembra-se, quando você ainda convalecia de uma cirurgia e lhe fiz uma ligação telefônica para prefaciar o Meu Livro “Meu Pé de Serra o Ipu”; e fui prontamente atendido.
E assim se foram tantos e tantos momentos agradáveis que juntos vivemos.
As nossas noites de violões em serenata. Os momentos que trazem a nossa memória grandes recordações.
E assim Boris, você deve ter sido recebido pelos anjos do Céu ao som das Trombetas que soaram em harmonia perfeita onde as notas do prelúdio eram as estrelas e as partituras eram as nuvens errantes do firmamento, numa musicalidade que será gravada no disco celeste, a Lua.
Parte Boris, certo do seu dever cumprido, a sua missão na terra é um lastros de bondade a todos que lhe cercavam.
Que a sua família receba de todos os meus, filhos, esposa e netos as minhas profundas e sentidas condolências pela sua partida.
As lágrimas que orvalham dos nossos olhos são um lenitivo de nossa eterna e imorredoura Saudade.
Adeus.
Francisco Melo e família.
Ipu23 de abril de 2009
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Dr. Antonio Carlos de Martins e Mello

Filho de Francisco de Sousa Melo e Ana Magalhães de Martins Melo.
Graduou-se em direito pela Faculdade Nacional do Rio de Janeiro.
Foi funcionário do Banco do Brasil tendo concluído sua carreira como Advogado durante 35 anos.
Poeta dos mais sentimentais, rico em rima. Seus versos dão uma felicidade a alma e ao coração.
Como músico sensibiliza profundamente os nossos sentimentos com a sua maviosa flauta e sua sonora “Gaita e Boca” o realejo.
Jornalista autentico, tendo escrito para os principais Jornais do Brasil e criou e fundou em 1958 um Jornal ipuense chamado “Ipu em Jornal”.
Ufologista nato. Um cientista no assunto.
Antonio Calos é Juiz Federal da 5ª Vara em Fortaleza. Tem curso de Mestrado pela Universidade de Fortaleza – UNIFOR.
Antonio Carlos deverá entrar para o livro dos recordes, pois em 28 dias deu 2.132 sentenças finais.
É casado com Regina Barbosa Martins Mello. Do casal nasceram os filhos: Simone, Mônica e Antonio todos advogados.
Antonio Carlos ou (TATAIS para os mais íntimos), ama a sua terra como todos nós, mas tem uma grande lembrança da casa onde nasceu no tradicional e querido Quadro da Igrejinha.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
bom Jesus

A criação do Bom Jesus se deu quando foi instituída a procissão do Bom Jesus dos Passos pelo Vigário da época Padre Aureliano Mota no ano de 1914, quando residia também em Ipu o Escultor Leo Martins, era um Francês que aqui se radicou. Foi solicitado pelo Vigário para esculpir uma imagem que representasse o sofrimento de Jesus nas 14 Estações da Via Sacra, e assim foi feito, e no dia 05 de março de 1914 a imagem foi benta em plena nave da Igrejinha que era a Matriz de Ipu.
A Via Sacra era feita em 14 residências da cidade das seguintes famílias:
Thomaz de Aquino Corrêa *
Odulfo Alves de Carvalho
Cel. Felix Aragão
Joaquim Medeiros
Francisco Romão
Joaquim Rocha
Rodolfo Rodrigues Leite
Antonio Quixadá
Adelaide Martins
José de Holanda Cavalcante
Luis Jácome de Melo
D.Madeirinha
Cel. José Aragão
Gonçalo Soares de Oliveira.
Eram Cruciferários: Francisco Cordeiro Coelho, Raimundo Heitor de Vasconcelos, e João de Andrade Cajão (O Cajão).
* Thomaz de Aquino Corrêa faleceu numa sesta-feira de Passos em 26 de março de 1942 aos 82 anos de idade.
Um Poema Para Ti

Malu Mourão
Com emoção os teus livros lendo,
Senti em minha alma uma saudade.
Chorei as lembranças revivendo,
As histórias de Ipu, nossa cidade!
E da memória retiro retalhos de vida,
Que fazem lembrar tuas aulas de Ciências.
Do Chico Melo, a imagem querida,
Do Professor audaz em sua sapiência.
E na profissão que um dia abracei,Foi contigo que aprendi o método certo,E com orgulho o sucesso alcancei,Ao ensinar pra meu aluno o correto.
E o destino, a presentear-me com gratidão, Revestindo-me de tamanha alegria,
Vejo o Mestre e a Aluna na mesma direção:
-Ao nobre encontro da arte de fazer poesia.
Dedicado ao meu Ex-Profesor , ao amigo e ao Poeta/Escritor
Francisco Melo.
Ipu,17/07/2008
terça-feira, 19 de abril de 2011
Dr. Aquiles Peres Mota
segunda-feira, 18 de abril de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
sábado, 16 de abril de 2011
Povo de Cultura - Poesia

Um Fenomeno no Ipu

sexta-feira, 15 de abril de 2011

quarta-feira, 13 de abril de 2011
Histórico da Igrejinha

Antonio Pinto de Oliveira.
Apresentação do Livro "Meu Pé de Serra O IPU"
