

IPU-NOMES EXÓTICOS DE SUAS RUAS E ALGUNS LOCAIS.
Conhecemos e sabemos através da história, que Ipu e como em outras cidades o que não é diferente as suas Ruas tiveram os seus primeiros nomes e por conta de ações políticas administrativas sofrem modificações que muitas das vezes se tornam interessantes.
Vejamos algumas na linda Grei dos Tabajaras.
Rua da Mangueira:
Possuía uma grande e frondosa Mangueira, ladeada por casinholas onde habitavam as “mulheres da vida” como eram chamadas as prostitutas daqueles tempos, para quem não se lembra é hoje a Rua Antonio Memória onde fica o Colégio Ipuense. A prática do amor livre era ali. Hoje, fica bem no centro da cidade, com amplas e bem construídas residências que orgulham nossa terra.
Rua do Papoco, hoje Rua Vereador Francisco das Chagas Farias, antes, porém já foi cognominada de Avenida da Municipalidade e Rua D. Pedro II.
Residiram nesta rua várias personalidades de antigamente do Ipu, como:
O CHICO LÃO, JOAQUIM DIAS MRTINS, CÍCERO MATARRATO, MANU BALBINO, A MUNDOCA E D. CECÍLIA MAGALHÃES, ABDORAL TIMBÓ, Dr. ROCHA AGUIAR, ABDIAS MARTINS, TOINHO SAPATEIRO, Sr. PINHO, JORGE MADEIRA, CHICO GABRIEL, ANTONIO GOMES, O CANDIDO ESTEVÃO, O MESTRE ÂNGELO E MAIS OUTROS e OUTROS MAIS...
Joaquim Dias muito satírico apelidou a pobre rua de: RUA DO PERDOE por passar com muita freqüência os pedintes do Pão de cada Dia.
Este nome de Papoco conta alguns os historiadores que os seus moradores que antecederam aos acima citados eram muito briguentos e por qualquer nada ou quase nada do nada, era um PAPOCO de briga.
Rua da Goela, nome dado devido a sua toponímia ter a forma de um pássaro, é a nossa primeira rua, e que também já recebeu os nomes de: Rua Senador Catunda, e hoje Rua Cel. Pedro Aragão.
Os seus primeiros moradores foram: Gonçalo Soares de Oliveira, Neném Coelho, Osvaldo Araújo, D. dos Anjos, Cel. Auton Aragão, Cel. Manoel Dias depois o Sr. Sebastião Nogueira Bandeira o “Seu Bastos” Doroteu de Paiva, D. Generosa.
O Sr. Lopes e D. Bibi, pais do cantor Wilson Lopes, Mirandolino Farias e sem medo de errar outros e mais outros.
Rua da Itália, nome recebido em face de haver residido nesta artéria alguns italianos e que fabricavam manualmente produtos como: Biscoito, Bolachas, Pães, e muitas Broas e Doces. O seu nome oficial é Rua Pe. Corrêa em homenagem ao primeiro Vigário Colado de Ipu que veio da Matriz de São Gonçalo da Serra dos Cocos fazer a cúria na Capela de São Sebastião de Ipu.Nesta rua funcionou por muito tempo o Cine Teatro Moderno construído pelo Pe. Cauby Jardim Pontes em 1943.
Av. Auton Aragão, uma honraria ao Cel. Auton; antes, porém a via era conhecida com Rua dos Canudos, nome influenciado pela passagem de Antonio Conselheiro no Ipu autor da Batalha de Canudos.Hoje o Bairro continua sendo chamado de Bairro dos Canudos.
Rua da Indústria, depois Rua Detrás, Rua Santos Dumont e hoje Rua Gonçalo Soares. Funcionou nesta rua uma beneficiadora de Arroz, Café e Milho de propriedade da família Soares. Uma Fundição de propriedade de Mirandolino Farias, que confeccionou as Grades e Portões do Cemitério depois Raimundo de Castro em seguida de José Leopoldo e por fim Valdemar Ferreira de Carvalho que se mudou para Praça da Estação hoje rua Major Antonio do Vale. Uma oficina que fabricava Engenhos e outros similares.
Rua onde nasceu este escriba numa casa humilde de n° 432.
Rua ou Beco do Caburé, hoje tem o nome de Rua. D. Maria Corrêa. Tinha esse nome porque o único morador da pequena rua era o Luiz Leopoldo carinhosamente conhecido por Luiz Caburé.
Na esquina com a Praça do Quadro da Igrejinha nasceu o primeiro Juiz Federal de Ipu, Antonio Carlos de Martins Mello o TATAIS.
O seu nome oficial hoje é Rua D. Maria Corrêa.
Beco do Progresso, hoje Travessa Teodoreto Souto. É uma Travessa que atualmente está bem cuidada conhecida por todos como Calçadão da Escola Auton Aragão. Residiram neste Beco a “Velha Severo”, o “Diaçucar”, ambos exóticos da terra ipuense.
Rua do Curral. Recebeu este nome por ter sido construído o Matadouro nas suas proximidades. Hoje leva nome do Pe. João de Castro primeiro vigário nomeado oficialmente de Ipu está bem urbanizada e com elegantes residências.
Na sua continuação funcionou por muito tempo a “Vila Nova”, o cabaré da cidade nos anos 50/60, comandado por Sergina, Luiz Malaquias.e o Dr. Barroso.
Existe ainda a Rua da MERDA. Paremos por aqui.
Existiram outros locais que o tempo ainda não destruiu, mas para os mais novos que não conheceram e talvez falar nem ouviram.
O “Quebra Bodega”, o “Buraco da Jia”, “Os Canos”, eram banhos ao longo do Riacho Ipuçaba.
A “Maria Maga”, um outro local de práticas do amor livre, ainda existe a casinha de D. Maria, fica na subida do Alto das Pedrinhas ainda hoje funcionando, comandada por sua filha Maria Hosana.
A Rua Cel. Felix tinha como primeiro nome Rua (05) Cinco de Julho.O motivo, desse 05 de julho até então é desconhecido pelos historiadores do Ipu.É uma Rua que fica no centro da cidade toda em paralelepípedo (Arquivos de João Anastácio Martins).
O local onde hoje é o Mercado Público era chamado de Praça do Mercado Público e até conhecida como Praça do Mercado o seu nome oficial é o nome do: Major Manoel Bezerra. (Eusébio de Sousa, Crônicas do Ipu – Revista Trimestral do Instituto do Ceará Pág. 157 – 1914.) Não sabemos, no entanto de quem se refere Eusébio de Sousa no tocante ao Major Manoel Bezerra.
Praça da Matriz. A Praça da Matriz aqui citada se refere à hoje Praça São Sebastião, Praça da Igrejinha ou simplesmente Quadro da Igrejinha. O seu nome primitivo foi Praça João Cordeiro, quando existiam apenas algumas poucas casas beirando o Riacho Ipuçaba. (Eusébio de Sousa, Revista Trimestral do Instituto do Ceará – Pág. 157 - 1914.).
Francisco de Assis Martins
(Prof. Melo).
Valdemira Coelho
Tranqüilo jardim de escol,
Todo ao sol,
A plantazinha acolheu
Deu-lhe seiva, deu-lhe vida,
E bem provida,
Para o azul ela cresceu
Ei-la coberta de flores!
Oh! Que olores
Suaves não são os seus!
Depois virão frutos mil
Pra o Brasil,
Sob o olhar de nosso Deus.
Mar, o mérito do terreno
Fresco e ameno
Foi bem maior, com certeza
Somente um solo regado,
E adubado
Produz da messe a riqueza
Somos nós a plantazinha
Que fraquinha
O Patronato abrigou
Que terreno assim guardado
Assim fechou
No bem, raízes firmou.
Aptas seremos pra luta,
Pra labuta
Lá no mundo a se travar,
E são mestras dedicadas
Extremadas
Que assim nos sabem formar.
Mas, nas férias, deste abrigo
Teto amigo,
Temos todos que partir...
E é bem grande a intensidade
Da saudade
Que já estamos a carpir!
Ó Patronato querido por nós lido
Qual outro segundo lar
Pelo bem que nos fizeste,
Que nos deste,
Deus vós queira abençoar!
Vós Irmãs mestras bondosas
Piedosas
Eis a nossa gratidão!
Ficai certos que não vamos
Mas deixamos
Junto a vós, o coração!
A homenagem do Colégio Ipuense foi uma Serenata tocada pelos sobrinhos: Francisco Melo, Fátima Melo, e os amigos: Sebastião Vale e a Professora Valderez Soares.
A Professora Eunice Martins representou três grandes amigas de Dona Valdemira, as Poetisas Nainha Marins a Professora Zilmar Mendes Martins, e a Professora Luisinha Xavier, todas de Nova Russas.
A professora Zilmar enviou um acróstico para ser lido e que retratamos aqui. Por falta de nitidez da gravação deixamos de transcrever a poesia de D. Nainha e uma mensagem da professora Luizinha Xavier.
Valeu teu carisma de vestal,
A pira sempre acesa, o fogo vivo,
Labaredas de luz, luz imortal,
Derramando num solo redivivo,
Em bem dum povo que te glorifica,
Missão cumprida. Valdemira, agora,
Irás colher o bem que semeaste;
Raros frutos, e do Ipu na históriaA rica página que e